sexta-feira, 20 de julho de 2007

HISTÓRIA DO CEPA

O CEPA nasceu em 1992, a partir de um grupo de pessoas da comunidade, lideradas pelo pároco, que sonhavam em promover a qualidade de vida das famílias pobres da região, que, competindo com ratos e urubus, sobreviviam retirando seu sustento do depósito de lixo do município, localizado no bairro.
Nos seus primeiros anos, o CEPA dedicou-se a se estruturar juridicamente, e o trabalho com crianças e adolescentes nascia com pouca sistematização, uma vez feito por voluntários.
No período de 1997 a 2001, o CEPA contou com a parceria da Visão Mundial, uma ONG Internacional. Atendiam-se 60 crianças na sede da Entidade e mais 360 em suas residências, distribuídas nos quatro bairros da região (Bernardo Monteiro, Bela Vista, Beatriz e Maria da Conceição).O atendimento nas residências constava de apoio alimentar, distribuição de material escolar, apoio ao trabalho da Pastoral da Criança. Para os familiares dessas crianças eram oferecidos cursos de trabalhos manuais, cujo produto era comercializado em feiras locais.
Com essa parceria, o CEPA pôde se organizar institucionalmente, adquirir equipamentos e divulgar o trabalho realizado, tornando-se mais conhecido em toda a região e reconhecido pelo poder público. As 420 crianças, adolescentes e familiares envolvidos começaram a enxergar novos rumos e gradativamente foram descobrindo suas aptidões, o valor do estudo, passando a freqüentar e participar ativamente na escola.
De 2001 até o presente momento, o projeto CEPA continua, apesar das grandes dificuldades acarretadas pela falta de recursos. Atende a 120 crianças e adolescentes na faixa etária de 07 a 16 anos, concentrando suas ações com atividades que os levem a valorizar-se, a valorizar o outro, a apresentar melhor desempenho escolar, a cuidar melhor de seu corpo, a se posicionar solidariamente diante de seus semelhantes. Dessas 120 crianças e adolescentes, 100 participam do PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil.
O CEPA é hoje uma referência de trabalho na área de garantia dos direitos da criança e do adolescente dentro do município de Contagem. Este projeto tem servido de ponto de partida para vários outros que vêm surgindo.
Em 1997, o CEPA foi um dos três finalistas que concorreram, com outras 32 organizações brasileiras, ao prêmio “Itaú-Unicef” sob a chancela do Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência. A escolha dos concorrentes levou em conta os resultados alcançados na complementação da formação escolar de crianças e adolescentes em situação de risco social.
Recentemente, entre os 1.800 projetos inscritos para o concurso da Fundação Banco Itaú/Unicef do ano de 2003 “Educação e Participação”, em todo o Brasil, ficamos entre os semifinalistas, tendo sido reconhecidas as ações complementares do CEPA à Escola, estimulando o ingresso, regresso, permanência e sucesso de crianças e adolescentes na escola pública. Mais uma vez, em 2005 ficamos novamente entre as 30 semifinalistas na edição do Prêmio Itaú-Unicef da Regional de Belo Horizonte.
Nesses 15 anos de vida, o CEPA vem, de fato, contribuindo para retirar crianças e adolescentes da marginalidade, resgatando assim seus direitos fundamentais.

Um comentário:

amores disse...

Que trabalho significativo, promovendo o sentido da vida de forma positiva, para crianças, pré-adolescentes e adolescentes. Resgatando os valores humanos em seu viver.
Graciele Avelar.

21.08.2013

Violação de direitos de crianças e adolescentes, o papel da família e do Conselho Tutelar.

Se você tem dúvidas quanto ao papel do Conselho Tutelar se ligue nesse vídeo.